A indústria desde sempre que se constituiu como lugar privilegiado de construção de ideias de futuro. Fundamentais para a construção da sociedade que conhecemos. Os espaços industriais possuem um valor social acrescido por potencialmente se constituírem como lugares de referência ao passado histórico, mas também como espaços de reflexão sobre questões do presente e do futuro. O Serviço Educativo do Turismo Industrial de São João da Madeira pretende desenvolver, promover e melhorar as condições de acesso – nomeadamente, físico, social e intelectual - a públicos diferenciados.
Uma fábrica é muito mais do que um lugar de produção de bens de consumo. Uma fábrica também é um lugar de questionamento, de pensamento e de criação. Ambiente. Arquitetura. Arte. Corpo. Tecnologia. Movimento. Som. Memória. Economia. Trabalho. Indústria como arena. O que foi. O que é. O que pode ser. Na escala da proximidade, cruzar os de dentro com os de fora destes lugares. Dar voz. Ter voz. Partilhar e criar em conjunto.
LIGA-TE À INDÚSTRIA é uma proposta educativa pensada para estimular a diversidade de relações que se podem construir entre os indivíduos e a indústria.
MARCAÇÕES
As atividades estão sujeitas a marcação prévia através do preenchimento do formulário de pedido de visita. As oficinas portáteis e as visitas-oficina são realizadas com um grupo mínimo de 15 participantes. As visitas animadas são realizadas com um grupo mínimo de 5 participantes.
Uma fábrica é como uma orquestra muito bem afinada. Após uma visita onde se estará particularmente atento aos gestos (humanos) e movimentos (mecânicos) associados aos processos produtivos, os participantes serão convidados a explorar os movimentos e os gestos do seu corpo, para no fim criarem e apresentarem uma coreografia baseada no processo produtivo da fábrica que visitaram.
A música pode ser feita de muitas maneiras e esta é uma delas: com materiais utilizados nas fábricas. Nesta oficina, os participantes têm a possibilidade de desenvolver a sua capacidade criativa musical e fazer músicas com objetos pouco convencionais. Também podem ouvir os sons ouvidos das fábricas para descobrir a sua pulsação e ritmo e utilizá-los para improvisar.
Manifesto = declaração pública. Ao cruzar a visita a uma fábrica com um conjunto de imagens e documentos de arquivo, nesta visita-oficina procurar-se-á olhar a partir de novos ângulos, propor novas leituras. Construir o nosso manifesto, a nossa declaração pública, dar a nossa opinião sobre o lugar da indústria no presente e no futuro do nosso mundo.
Sejam bem-vindos ao gabinete de publicidade da Oliva! Partindo da visita à Torre da Oliva, os participantes vão ser desafiados a criar o seu próprio cartaz publicitário desta antiga empresa. Podem criar um cartaz tendo em conta a época em que a Oliva laborou, ou então repensar e criar uma propaganda que se adapte aos dias de hoje.
A Sanjo é uma marca de sapatilhas de S. João da Madeira que ficou célebre por todo o país. Por isso, no Museu do Calçado há uma vitrine cheia de belas sapatilhas Sanjo. Depois de verem os diferentes modelos os visitantes irão criar a sua própria sanjo.
E se pudéssemos voar com uns sapatos alados? E se pudéssemos ter asas nos pés? Que sapatos nos fariam voar?
Recorrendo a técnicas de modelação de calçado utilizadas na indústria, cada visitante é convidado a criar o seu primeiro sapato. Sobre uma forma em PVC, revestida a fita-cola de papel, cada um risca num desafio ao pensamento tridimensional.
A história da evolução do calçado está intimamente ligada à história da dança. Nesta oficina, os participantes vão ter oportunidade de experimentar diversos passos de dança característicos de diferentes períodos históricos, como a valsa ou o can-can do século XIX, o charleston dos anos 1920, o rock’n roll dos anos 1950 ou o disco da década de 1980.
Todos os chapéus têm muito que contar e o nosso também. Primeiro escolhemos o modelo. De seguida, um desenho, uma pintura ou uma colagem vão revelar toda a história! Depois, é só desfilar a nossa criação!
Sabias que com o pelo do coelho e com a lã da ovelha se podem fazer chapéus de feltro? Partindo do reaproveitamento de materiais têxteis e dos conteúdos da exposição de longa duração, as crianças são desafiadas a dar asas à sua imaginação e a recriar estes animais.
Quem não conhece o chapéu do Chefe? E o do Bombeiro ou do Polícia, o da Bruxa ou da princesa ou até o dorminhoco? São imensos os chapéus que nos levam para o lado do sonho e da fantasia. Nesta atividade pedagógica, depois de realizar a visita orientada às exposições do Museu, cada visitante selecionará um chapéu para encarnar a sua personagem, dando origem a um divertido jogo.
Ao longo de mais de oitenta anos, a Empresa Industrial de Chapelaria (onde agora se encontra o Museu) vestiu Portugal da cabeça aos pés. Ainda que tenha produzido milhares de chapéus para outras marcas, a empresa procurou investir sempre no desenvolvimento de marcas próprias, construindo cuidadosamente aquilo que hoje chamaríamos de “identidade da marca”. Os logótipos, exibidos nos forros dos chapéus, eram alvo de estudos prévios que os transformavam em verdadeiros objetos artísticos. Nesta oficina, o/a participante parte da análise dos grifos que fazem parte do acervo do Museu para criar uma nova grife, revelando todo o seu potencial criativo.
A partir de uma experiência sensorial com matérias primas utilizadas nas indústrias de S. João da Madeira transformamos, através da criatividade de cada participante as formas da indústria. Nesta experiência os participantes vão contactar com o desperdício das fábricas de calçado e marroquinaria parceiras do Turismo Industrial e reaproveitar a matéria contribuindo para uma experiência de economia circular. Uma atividade para experienciar em família, apelando à criatividade de cada pessoa, e aproximando-a à indústria sanjoanense.
Numa pequena cidade chamada S. João da Madeira, havia um homem chamado Manuel Vieira de Araújo. Ele era um talentoso chapeleiro que criava peças únicas, mas em terra de chapéus, quis começar a fazer algo diferente e maravilhoso. Foi quando decidiu comprar uma pequena fábrica de lápis de Vila de Conde e transformá-la na Viarco dos lápis da tabuada, das aguarelas, da arte, da inovação e da criatividade. Partindo da visita à fábrica Viarco onde vão ver como se fazem os materiais dos estudantes, dos carpinteiros, dos escritores e dos artistas, as crianças são desafiadas a transformar uma pequena boina de cartão numa grande obra de arte.
Difícil mesmo é desfazer um nó feito por milhares de fios. Imagina, agora, um nó num tear com mais de 1000 fios! Complexo não? Difícil muito menos! É apenas a complexidade do fio!
Da calçada portuguesa avistamos fachadas que em outros tempos foram grandes espaços emblemáticos da cidade. Repensar e recriar arquiteturas com cores e materiais novos, utilizando produtos originais da única fábrica de lápis em Portugal ou feltro da maior empresa de feltros do mundo!
Na fábrica vemos como se fazem lápis azuis e amarelos. Grandes e pequenos. Muito fininhos e muito grossos. Como é possível fazer todos os lápis que a nossa imaginação quiser. Mas agora é hora de fazermos o nosso lápis gigante!
Entrespaços é um programa de aproximação entre o Centro de Arte Oliva e as escolas do concelho de S. João da Madeira. O princípio é simples: uma turma que visite as exposições pode receber em sala de aula uma oficina realizada por um dos monitores do Serviço Educativo. O objetivo é explorar práticas e linguagens artísticas em cumplicidade com professores e alunos para desenvolver relações e encontros inesperados entre a arte e diferentes áreas curriculares.
A oficina está por fazer. Faz-se fazendo. Esta oficina, lugar simbólico das ferramentas, da invenção e do reparo, é dedicada à experiência das sensações, dos sentidos e da falta deles, da escuta e da observação, dos cheiros. Vamos construir desarrumando, ponderar objetos à distância, observar imagens, brincar com isto e aquilo, modelar argila, fazer de conta, contar histórias e inventá-las.
Chegamos ao planeta Arret. Não fomos convidados. Vamos fazer um exercício de imaginação interplanetária, pois acabamos de encontrar um conjunto de vestígios acerca dos quais nada sabemos. Que formas de vida habitam este planeta?
A cidade é um sistema complexo de ligações e cruzamentos – pessoas, arquitetura, estradas, transportes, monumentos, edifícios pequenos e outros gigantes. Mas como serão as cidades do futuro? Que cor terão? Como viverão as pessoas dentro dela? O que fazem e como se deslocam? Nesta oficina vamos viajar no tempo e imaginar cidades do futuro começando pelo presente.
A ambiguidade entre estar parado e em movimento em simultâneo é o princípio do cinema. É um truque de olho. As tecnologias de imagem transformam a forma como nos apercebemos do nosso corpo e das identidades que construímos. Durante estas sessões vamos trabalhar técnicas de imagem-movimento como stop-motion a partir dos nossos movimentos no espaço.
Antes de os vermos já os animais nos viram a nós. Quando chegamos os animais já cá estavam e não os vimos, estavam entre as plantas e as grandes árvores, escondidos uns dos outros e de nós. Ver um polvo desaparecer no padrão de uma pedra ou uma borboleta numa folha é assistir a um momento extraordinário daquelas formas de vida. O animal mostra-se e esconde-se ao mesmo tempo. Apesar da camuflagem animal ter inspirado os uniformes dos militares, não é na guerra que vamos pensar, apesar da camuflagem ter inspirado grandes mantas que nos tornam invisíveis, não é na sociedade da vigilância em que vamos pensar. Vamos criar padrões e outras formas de estar com o meio ambiente.
As relações entre os lugares e os habitantes, animais e humanos, é de formação recíproca. Caminham juntos como quando o sol acompanha a criança enquanto passeia. Ainda não aprendeu, mas vai aprender por si própria, que não é o centro. O centro é a deriva. Durante estas sessões vamos fazer caminhadas, breves, em lugares que nos sejam familiares ou estranhos. Duas experiências tão importantes! Que afetos geramos nesses ambientes que criamos juntos, com os lugares? Que sons e memórias trazemos? Que animais somos?
A visita ao Museu do Calçado inicia com o sapato mais famoso do mundo, o Sapatinho de Cristal. A Cinderela, vestida a rigor, recebe os mais pequenos e guia-os pelo maravilhoso processo de produção do calçado. Com recurso a adivinhas, jogos e uma mala pedagógica repleta de surpresas, revelam-se as muitas histórias que o museu tem para contar.
Se é a primeira vez que visita o Museu do Calçado, esta visita é para si! Percorrendo todos os espaços do Museu, descubra como era a vida de um sapateiro, como funciona uma linha de produção de calçado, como o sapato evoluiu desde a pré-história até aos nossos dias e muito mais. De uma forma lúdico-pedagógica, interativa e sensitiva fique a conhecer, por dentro, o mundo do calçado.
Já imaginaste como seria a oficina de um sapateiro? Bancos, sapatos e ferramentas não faltarão para guiar a tua imaginação. Visita-nos, descobre as histórias desta profissão e aventura-te a criar as principais ferramentas utilizadas pelos antigos sapateiros. | Visita guiada sensorial.
Do Túnel do Tempo à coleção de Sapatos Notáveis há histórias únicas e irrepetíveis. Do salto vermelho criado por Louis XIV ao tacão agulha de Manuela Azevedo, venha conhecer sapatos com histórias para contar.
Um dia, não há muito tempo, um senhor, filho de um antigo tamanqueiro, visitou o Museu do Calçado. Contou-nos que quando chegou à escola, no primeiro dia, era o único que tinha sapatos. Tirou os tamanquitos, guardou-os na sacola e foi para aula descalço, como todos os outros. Está lançado o mote para uma visita aos espaços do Ofício de Sapateiro e da Produção Industrial. Esta "visita-diálogo" baseia-se na partilha de histórias e experiências relacionadas com o calçado. | Visita guiada temática.
As exposições do projeto “Sapatos que Pensam”, que se dedicam a temas relevantes da sociedade contemporânea, ganham agora uma nova configuração. Disponíveis em formato visita guiada online, foram especialmente pensadas para ambiente de sala de aula. À distância de um click e de forma orientada, fique a conhecer: - “A Verdade Dói” » que dá voz a inúmeras mulheres que viram as suas vidas destroçadas por atos de violência; - “Tendência ou Futuro? Calçado e Sustentabilidade” » que apresenta projetos, materiais, produtos e ações inovadoras em direção a um futuro mais sustentável.
A Mimi tem uma misteriosa mala antiga cheia de pequeninos e coloridos chapéus que guardam grandes histórias. Cada uma tem uma cor e bastam algumas palavras mágicas para se contarem: Magia, magia, no Museu da Chapelaria. Pim! E desfiam-se histórias de pessoas a sério e de máquinas antigas que fizeram muitos chapéus e que têm muito que contar.
De forma lúdica e interativa, os/as alunos/alunas são convidados a descobrir o processo de fabrico do chapéu de feltro. Nesta tipologia de visita, os participantes têm acesso sensitivo a matérias-primas, ferramentas e máquinas.
A partir das memórias dos operários da indústria da chapelaria, esta visita conta histórias das muitas crianças que, a par de homens e mulheres, desde o início do século XX, trabalharam na produção de chapéus. Como terá sido a sua infância? Porque é que não continuaram na escola? Como era o seu dia-a-dia?
Perante o segmento do Muro de Berlim instalado no exterior do edifício do Centro de Arte Oliva, vamos deslocar-nos às arrecuas do passado para o presente. O Muro de Berlim é um marco miliário da história da Europa, vamos contá-la com imagens pensando os muros da atualidade.